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A mostrar mensagens de março, 2016

BRUXELAS: A OPORTUNIDADE PARA REFUNDAR A EUROPA?

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 Vivemos um momento crítico. Não é um dado novo no Velho Continente, onde as tensões marcaram a agenda internacional desde sempre. Sempre conhecemos melhor a 'paz armada' do que a paz kantiana, que a União Europeia se propôs ser. Da minha parte, sempre me propus ver a Europa pelos olhos do otimismo, pela lente da pertença regional, mais do que pela diferença local. A Europa em si é um mar de possibilidades, inclusive para velhos planos germânicos de controlo regional, em que o «espaço vital» se converteu pela moeda.No entanto, independentemente das diferenças políticas, a Europa desejou ser um espaço de encontros, de multiculturalismos dialogantes e menos de choques. Para tanto, era preciso saber conjugar o projeto europeu de fronteiras abertas com políticas de imigração positivas. O que sempre foi tentado. O passado colonial pesa sobre os países do Velho Continente e serve tanto para a culpabilização própria como de arma-de-arremesso quando se pretendem impor paradigmas cultur...

Bruxelas: a oportunidade para refundar a Europa?

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 Vivemos um momento crítico. Não é um dado novo no Velho Continente, onde as tensões marcaram a agenda internacional desde sempre. Sempre conhecemos melhor a 'paz armada' do que a paz kantiana, que a União Europeia se propôs ser. Da minha parte, sempre me propus ver a Europa pelos olhos do otimismo, pela lente da pertença regional, mais do que pela diferença local. A Europa em si é um mar de possibilidades, inclusive para velhos planos germânicos de controlo regional, em que o «espaço vital» se converteu pela moeda.  No entanto, independentemente das diferenças políticas, a Europa desejou ser um espaço de encontros, de multiculturalismos dialogantes e menos de choques. Para tanto, era preciso saber conjugar o projeto europeu de fronteiras abertas com políticas de imigração positivas. O que sempre foi tentado. O passado colonial pesa sobre os países do Velho Continente e serve tanto para a culpabilização própria como de arma-de-arremesso quando se pretendem impor paradigmas cult...

O Brasil não muda. O Brasil mudou.

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Bezerra da Silva canta "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão". É um retrato realista da política governativa brasileira. Nesse capítulo, não há dúvida, o Brasil não mudou. Razões históricas e de ordem sociológica explicam a preponderância da corrupção, desde uma recente democracia, a um período de regime autoritário que viciou a sociedade num modelo de "nós contra eles", em tudo semelhante ao caso português.  No entanto, o que se está a passar no Brasil não é tanto um levantamento social contra a corrupção como modelo político instalado de base, um grito de "basta" irrompido onde outrora havia passividade. Também o é, certamente que sim, porque a sociedade brasileira mudou, graças a políticas sociais, implementadas pelo governo do PT, que permitiram tirar mais de 20 milhões de pessoas da pobreza extrema e gerar um novo tecido social com classe média e uma maior consciência social. Todavia, muito do que está em causa deriva disso mesmo - de uma vira...