Köln, uma quase etnografia de viagem.
A cidade tem o seu charme mesmo não sendo bonita diz-me J., que vive em Bonn mas todos os dias aporta a Köln para trabalhar na muito histórica Universität que nos seus vários pólos anima a velha colónia romana. A Segunda Guerra Mundial ou simplesmente "a guerra" nas suas palavras num português com o açúcar do Rio de Janeiro, vincando fortemente o peso que o período nazi teve e ainda tem na memória coletiva alemã, fez do tecido urbano de Köln um emaranhado de história e apressada reconstrução. Estas paredes-meias entre passado e presente abraça-nos ainda no aeroporto onde a muito moderna construção que demonstra o rigor e o pragmatismo alemão - categorias que o discurso comum guarda desde os primeiros Mercedes - no seu teto metálico lembrando uma fábrica onde a componente humana é tão necessária quanto os painéis eletrónicos que nos indicam as portas de embarque, o check-in, ou as vozes que de cinco em cinco minutos nos recordam recomendando que não abandonemos as malas. Os co...