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A mostrar mensagens de outubro, 2023

dividir para odiar

Graças às redes sociais as guerras fazem-se no plano da opinião pública. Esta tornou-se numa disputa entre Ocidente e o mundo Árabe, entre esquerda e direita, entre pró e anti-americanos. Estamos a ser empurrados para escolher lados, com enormes prejuízos para a paz, para a Palestina, e para o Ocidente, que verá uma radicalização islâmica dentro das suas fronteiras. A manipulação da informação é brutal, e joga-se tudo no reforço da polarização.

O Dilema da Mudança e a Busca por Soluções de Compromisso

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Todo o mundo é composto de mudança, sabemos, e o conservadorismo é, muitas vezes, o medo ou ansiedade pela falência de um mundo ou de um estado de coisas favoráveis ou, ao menos, estáveis o q.b. Todavia, a mudança sempre foi a tensão entre o que permanece e o que se reforma, a rutura que emerge na continuidade. Mas entre a suave mudança há a revolução, aquela rutura que rasga as vestes da história e pretende uma nova alvorada. Mas entre as brumas da revolução há sempre algo que fica. Hoje, em consequência da polarização e da emergência das chamadas “guerras culturais”, num mundo em que se misturam as batalhas pós-materiais ligadas às identidades com as pós-pós-materiais (geradas pela crise de abrandamento, estagnação e baixo crescimento das últimas décadas), vivemos a apologia da reforma do mundo, apresentada sob duas perspetivas radicalmente opostas: de um lado uma esquerda intelectual ultraprogressista e revolucionária, que considera que o mundo deve ser totalmente reformado, expurga...

O desafio de Ventura a Montenegro

André Ventura afirmou que se não ficar à frente do BE e PCP nas Europeias se demitirá e exorta Montenegro a fazer o mesmo caso o PSD não fique à frente do PS. A estratégia é bem montada, porque visa afastar o atual líder «laranja» no intuito de fazer voltar Passos Coelho , com quem acredita chegar a um entendimento governativo , até porque o PSD de PPC terá maior rejeição popular e estará mais dependente do CH. É, no entanto, uma jogada arriscada, porque aposta num desgaste do PS que pode não ser tão expressivo quanto um medo do CH.