Bárbara, Carrilho e a violência doméstica, en passant
Em matéria do caso Bárbara Guimarães vs Manuel Maria Carrilho, e a propósito do texto de Carla Hilário Quevedo (CHQ) sobre o assunto , abro o tom dizendo que o caso é necessariamente do foro jurídico e não público. Todo o mediatismo -- que revela um aproveitamento jornalístico muito pouco ético -- em redor dos acontecimentos retira a questão do domínio dos factos. O julgamento do caso em praça pública, ou ao menos a discussão do mesmo como «interesse público», tende a deturpar os contextos e a abrir espaço para uma opinião pública orientada, pois como bem diz a Carla as vítimas são silenciosas e coube a Carrilho o aproveitamento do espaço mediático em seu favor. Mais uma razão, então, para o caso não ser objeto mediático. Quem gosta de acompanhar a vida dos outros e opinar sobre ela deve fazê-lo recorrendo aos programas televisivos onde os sujeitos se oferecem para estar na vitrina, como a Casa dos Segredos e outros da mesma natureza. Seja como for, e não retirando a razão dos argum...