reavivar a vocação europeia para a autossuficiência

Crises e conflitos bélicos tendem a permitir mudanças nos alinhamentos e programas políticos e económicos. A União Europeia, cimentada em valores inderrogáveis do Estado de Direito democrático, cujo princípio axiológico é a dignidade da pessoa humana, tem no atual quadro uma excelente oportunidade para redesenhar o seu programa de integração e posição geoestratégica. É evidente que não só podemos como temos de ter uma União Europeia mais forte, mais integrada, mais autossuficiente. Se em matéria militar e de defesa nos é vantajoso continuarmos alinhados com a NATO, não é de desconsiderar a hipótese de criação de um exército comum.


Neste quadro, revela-se fundamental, portanto, rever as dependências externas. A Europa, pela diversidade que apresenta, tem condições para ser autossuficiente em inúmeras matérias, desde agrícolas a pecuárias, e de reduzir a dependência energética, imbróglio criado pela administração Merkel na crença de uma "Rússia connosco". No cômputo dos países da União Europeia e Europa temos condições de produção de energia eólica, solar, dos oceanos; temos refinarias e minas; temos condições de produção de cereais, produtos agrícolas, azeite, entre outros. A quase autossuficiência é possível, sem perder a vocação internacional dos mercados.


 

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