A Europa

A sobrevivência do projeto europeu sempre foi ténue, mesmo no período de maior otimismo e euforia, e mesmo diante da integração política e monetária. Este facto torna-se premente numa altura em que se reflete e debate o seu alargamento a países que não reúnem os critérios necessários à adesão, e num contexto em que alguns países já integrantes invertem o seu rumo de democracia liberal-social em direção a regimes de tipologia illiberal-maioritarista, ao arrepio do primado da salvaguarda da pluralidade. Equacionar a adesão de países inaptos e claramente necessitados de apoio financeiro, cuja adesão visa, à partida, a obtenção de fundos, é meio caminho para a dissolução do projeto. É por tal prudente aceitar como razoáveis as propostas de Macron e António Costa de geometrias variáveis, com vários estágios de integração europeia.

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