França (2)
Dado o período de polarização em que vivemos, há uma tendência de observar os fenómenos sociais numa lógica de trincheiras, em que, feitas as devidas distinções em matéria de efeitos sociais, afeta tanto a direita quanto a esquerda, o que coloca problemas na análise social desejavelmente objetiva e diante das esquinas dos processos sociais. França tentou uma integração que misturou o laissez-faire com a guetização, tendo-se revelado um processo falhado, o que condenou várias gerações de descendentes de imigrantes. No entanto, nas últimas duas décadas foram desenvolvidas políticas públicas que reforçaram os mecanismos de correções de assimetrias sociais e de integração, robustecendo o Estado Social francês. Aquilo que não foi corrigido, e que é, aqui sim, um problema estrutural, é a racialização da ação policial, só abaixo da violência estadunidense. Em França, 4 em cada 5 jovens negros/islamizados são abordados pela polícia de forma sistemática, face a menos de 1 em cada 5 nos casos de franceses brancos. Portanto, há um problema evidente de racismo institucional nas forças policiais, as quais apresentam uma penetração brutal de forças de extrema-direita.
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